O enorme Primal Fire Elemental derretia e desaparecia lentamente no ar. O calor que exalava no ar também desaparecia gradualmente.
Com o desaparecimento do Primal Fire Elemental, Momonga teve uma ligeira sensação de que seu domínio sobre ele também estava desaparecendo. Embora o Primal Fire Elemental tenha uma força e durabilidade extraordinária, o seu incrível dano de fogo foi totalmente ineficaz. Para alguém com grande agilidade como Aura, era apenas um alvo gigantesco.
Normalmente Aura deveria ter perdido um pouco de HP enquanto o atacava, mas por Mare ser um druida, ele não permitiu que tal coisa acontecesse. Na verdade, Mare foi eficientemente usando magia durante toda a luta para ajudar Aura através de seus buffs e de debuffs. Eles foram muito competentes em balancear o papel de atacante e defensor e pode-se dizer que eles eram uma combinação perfeita. Ao mesmo tempo, Momonga também sentiu a diferença entre esta batalha e jogos de luta. Este tinha sido um combate real.
“Muito emocionante... Vocês dois... executaram muito bem.”
Ouvindo a admiração sincera de Momonga, ambas as crianças sorriram de orelha a orelha:
“Agradecemos os elogios, Momonga-sama. Já fazia tempo que a gente não tinha um exercício tão bom!”
Os dois limparam o suor de seu rosto, porém após fazer isso, eles suaram ainda mais, e as gotas escorriam sobre suas peles morenas reluzentes.
Momonga silenciosamente abriu seu inventário e tirou um item mágico — Infinite Flask.
Dentro de YGGDRASIL havia fome e sede, mas essas necessidades são totalmente alheias a undeads como Momonga e, portanto, ele nunca usou esse item. No máximo, seria utilizado em sua montaria. Semelhante a um vidro transparente, a jarra enchia-se com água gelada. Por causa da temperatura, inúmeras gotas de água começam a se precipitar no vidro. Ele pegou dois belos copos, os encheu com água e ofereceu aos gêmeos:
“Aura, Mare, bebam.”
“Huh? Isso é muito gentil da sua parte, Momonga-sama...”
“Sim, minha magia também pode criar água.”
Vendo Aura constantemente acenando as mãos e Mare continuamente sacudindo a cabeça, Momonga revelou um sorriso:
“Isso não é nada. Vocês sempre se saíram muito bem e este é o meu agradecimento a vocês.”
“Wow ah—”
“Woo Oh—”
Sentindo-se tímidos e com o rosto vermelho, as mãos de Aura e Mare timidamente pegaram o copo:
“O-obrigadinha, Momonga-sama!”
“Is-isso é, o senhor mesmo se preocupou em nos servir água!”
É realmente necessário que fiquem tão felizes?
Aura sem se recusar mais, pegou o copo com ambas às mãos e bebeu com vigor. Gotas de água escorriam, elas fluíam para baixo, passando por sua garganta e continuaram até desaparecer em seu peito. Mare estava segurando o copo com as duas mãos e bebia com pequenos goles. Apenas de observá-los ficava evidente as diferenças entre suas personalidades.
Enquanto observava os dois, a mão de Momonga tocou seu próprio pescoço. Para ele, ainda parecia que havia uma camada de pele.
Seu corpo até agora não sentiu sede e nem sequer sono. Embora seja óbvio que Undeads não têm essas necessidades, percebendo que ele não era mais humano o fez querer pensar que tudo era uma piada.
Momonga continuou a tocar seu corpo. Não havia pele, músculos, vasos sanguíneos, nervos e órgãos, somente os ossos. Mesmo já sabendo, ele ainda não sentia que era verdade, então ele estava constantemente tocando seu corpo.
O sentido do tato era o mais básico e primordial dos seres humanos. Parecia que ele estava tocando algo com um pano no meio. Por outro lado, se eram seus sentidos auditivos e visuais, pareciam ter se tornado mais aguçados.
Quando alguém vê um corpo feito de ossos e nada mais, pensar que fraturaria facilmente fazia sentido. No entanto, cada osso era mais duro que o aço.
E apesar de ser completamente diferente do seu eu passado, ele teve uma estranha sensação de satisfação e realização. Parece que esta é a forma como seu corpo deveria ser. Talvez esta seja a razão pela qual ele não entrou em pânico quando seu corpo transformou-se em ossos.
“Querem mais?”
Momonga levantou o Infinite Flask e perguntou às duas crianças se elas queriam beber mais.
“Uh— Valeu! Mas já bebi demais!!”
“É mesmo? Que tal você, Mare? Ainda quer uma bebida?”
“Eh! Uh... Uh... Eu... eu já bebi o bastante. Eu não sinto mais sede.”
Balançando a cabeça em resposta, Momonga recolheu os dois copos mais uma vez e os colocou de volta em seu inventário.
Aura de repente sussurrou:
“Eu pensei que teria muito medo de você, Momonga-sama, pensei que seria mais assustador.”
“Ah? Sério? Se preferirem posso ser bem assustador...”
“Assim tá ótimo! Tá muito perfeito, é sério!”
“Então vou deixar as coisas assim.”
Ao ouvir as respostas entusiasmadas de Aura, Momonga ficou um pouco surpreso ao responder.
“Momonga-sama, com certeza você não vai ser gentil só pra nós, né?”
Momonga não sabia como responder à pergunta de Aura, então ele apenas acariciou a cabeça dela.
“Hehehe.”
Aura parecia com um filhotinho de cachorro que descobriu seu brinquedo favorito, enquanto Mare mostrava uma expressão de inveja.
De repente, uma voz foi ouvida:
“Huh? Eu fui a primeira a chegar ~arinsu?”
Embora sua fala fosse bastante madura, a voz soava bastante jovem e uma sombra emergia do chão. A sombra tomou lentamente a forma de um portal e alguém emergiu.
Ela usava um vestido elegante com uma cor escura, combinado com uma saia grande e encorpada. Na parte superior do tronco haviam laços de renda e babados curtos. Ela usava longas luvas de renda, então quase não havia pele exposta.
A única maneira de descrever suas belas características faciais, que mostravam uma pele que parecia porcelana, seria a “Beleza da Realeza”. Seu cabelo prateado estava penteado em um rabo de cavalo, por isso não cobria seu rosto e seus olhos tinham íris em vermelho bordô que mostravam um olhar cheio de sensualidade.
Parecendo ter cerca de 14 anos de idade, ou até mesmo mais jovem, sua aparência infantil era composta por um simples conjunto de fofura e classe, uma beleza digna da realeza. Mas tinha seios bem desenvolvidos, algo um pouco inconsistente levando em relação sua idade aparente.
“...Teletransporte instantâneo é proibido em Nazarick, não foi você quem disse pra não usar o 「Gate」atoa? Poderia muito bem ter vindo a pé até aqui, Shalltear.”
Próximo ao ouvido de Momonga veio uma voz impaciente. Aquele tom gelado não era do tipo usado para treinar cachorros. Ela estava cheia de hostilidade. Mare começou a tremer novamente e rapidamente deixou o lado da irmã dando pequenos passos. No entanto, a mudança repentina na atitude de Aura surpreendeu até Momonga.
A menina que usava o nível mais elevado de transferência mágica para vir aqui chamava-se Shalltear. Ela nem sequer olhou para o rosto sombrio de Aura, que estava em pé ao lado de Momonga e em vez disso, caminhou em direção a ele.
Seu corpo emitia um perfume intrigante.
“...Isso fede ~arinsu.”
Devido a ironia, Aura disse:
“Deve ser seu cheiro undead, já que sua carne deve estar podre.”
Talvez vendo Momonga erguendo os braços por reflexo para cheirá-los, Shalltear franziu a testa em desagrado:
“...Essas palavras são muito ofensivas. Momonga-sama é um undead e você sabe bem ~arinsu.”
“Como é? Tá maluca, Shalltear? Tá mesmo comparando o Momonga-sama com um undead ordinário como você!? Ele chegou num reino acima dos outros, deve até ser um Deus Undead.”
Ouvindo Shalltear, Mare tentava dizer algo, mas só proferia: “Ahh” e “Ehh”.
Embora fosse um pouco obscuro agora, em YGGDRASIL, Momonga era apenas um undead comum... Portanto, ele se sentiu um pouco inferior. Em suma, até onde sabia não haviam Undeads superiores ou um Deus Undead.
“Não, mas Nee-chan, suas palavras de antes foram um pouco ofensivas.”
“Oh, é sério? Tá, então, vou tentar de novo. Coff. Bem... Deve ser seu cheiro de carne morta em decomposição?”
“Isso... Assim está melhor.”
Concordando com a segunda tentativa de Aura, a mão de Shalltear se moveu em direção a delgada cabeça de Momonga e o abraçou:
“Ah, meu senhor, meu primeiro e único governante, oh meu querido mestre ~arinsu.”
Seus lábios vermelhos abriram expondo uma língua úmida. Sua língua era como uma criança limpando os lábios. E um aroma perfumado saiu de sua boca.
Embora fosse uma glamorosa beleza e pudesse ser identificada como tal, devido à sua aparente idade, as pessoas não podiam deixar de sorrir com o contraste. Sua altura não era suficiente, mesmo com força de vontade em abraçar seu pescoço, ela parecia mais estar pendurada como um pingente. Para Momonga, que não estava acostumado com mulheres, essa ação foi muito provocativa. Ele queria dar um passo para trás, mas no final ele decidiu ficar parado e não se mexeu.
...Ela tinha tal personalidade?
Este pensamento apareceu e permaneceu em sua mente.
Refletindo sobre o passado, ele se lembrou que essa garota foi criada por seu companheiro, Peroroncino, por isso, ter esse tipo de personalidade não era impossível. Já que ele gostava mais de Eroges do que de pessoas, ele também estava orgulhoso de dizer “Eroges são a minha vida.”
Shalltear Bloodfallen foi feita por um indivíduo tão... podre...
A Guardiã dos 3 primeiros andares dentro da Grande Tumba de Nazarick, ela foi feita com a raça “Vampiro Real” e também a obra-prima de um amante de Eroges. Todas as configurações de todas as suas criações foram preenchidas com estereótipos de Eroges.
“...Num acha que já tá exagerando não?”
Pela primeira vez, Shalltear reagiu e rosnou bem baixo. Em seguida olhou para Aura com uma expressão de zombaria:
“Ara~, você ainda está aqui, baixinha ~arinsu? Eu não consegui mais ver você, então pensei que tivesse ido embora.”
Momonga não tinha a intenção de intervir para o que foi dito. O rosto de Aura estava tremendo, mas Shalltear ignorou completamente, encarou Mare e disse:
“Deve ser difícil ter uma irmã tão estranha. Seria melhor se você se afastasse dela o mais rápido possível, para que um dia não se torne como ela ~arinsu.”
O rosto de Mare mudou instantaneamente, porque ele soube que Shalltear pretendia usá-lo para começar uma briga com sua irmã.
Mas Aura apenas sorriu. E então—
“Faz muita abobrinha pra quem tem peitos falsos—”
—E a bomba foi jogada.
“...Que absurdo é esse que está dizendo—!”
Ah, sua personalidade foi totalmente destruída.
—Momonga não pode deixar de pensar isso para si mesmo.
Shalltear revelou plenamente a sua verdadeira natureza, e não falava tão pretensiosamente como antes.
“Dá pra dizer só de olhar— Que peitões estranhos, quantos enchimentos colocou aí dentro, hein?”
“Waah— waah.”
Shalltear agitou os braços tentando freneticamente cobrir o que Aura dissera sobre ela. Do outro lado, Aura sorriu perversamente:
“Colocou enchimentos demais... Se viesse a pé eles sairiam do lugar, né?”
“Kuhii!”
Shalltear fez um barulho estranho quando Aura apontou para ela.
“Acertei na mosca! Hahaha! Você não pode esconder isso aí por mais tempo!!! Então é por isso que você não veio andando mesmo estando nessa situação, e por isso usou um 「Gate」 hah—”
“Cale a boca! Baixinha! Você é tão reta quanto uma tábua de passar roupas! Tenho pelo menos eu... Eu tenho muita coisa para mostrar.”
Shalltear contra-atacou desesperadamente. Naquele momento, Aura revelou um sorriso ainda mais perverso. Shalltear deu um passo para trás como se estivesse com medo. Como se por reflexo, Shalltear cobriu seus seios, estava patético.
“...Eu tenho apenas setenta e seis anos, tenho muito tempo ainda. Ao contrário de você, uma undead que não tem futuro. Mas que tristeza... você nunca vai chegar na puberdade.”
Shalltear não pode deixar de gemer e dar um passo para trás. Uma expressão sem palavras surgiu em seu rosto. Vendo o rosto dela, Aura revelou um sorriso assustador:
“E pra falar a verdade, por enquanto eu tô bem satisfeita com meus peitos! —Hah.”
Momonga pensou ter ouvido o som vindo do corpo de Shalltear quando sua sanidade finalmente retornou.
“Sua desgraçada—! Agora é tarde demais para se arrepender!”
Uma névoa negra derramou das mãos enluvadas de Shalltear. Aura pegou o chicote e se preparou para o confronto. Enquanto isso, podia-se ver Mare em pânico. Essa cena era familiar para Momonga, mas ele hesitou, imaginando se deveria ou não parar esses dois.
O criador da Shalltear, Peroroncino-san, e a criadora da Aura e Mare, Bukubukuchagama-san, eram irmãos que agiam assim várias vezes...
Com duas pessoas barulhentas ao fundo, Momonga lembrou das memórias de seus companheiros passados.
“Tão. Barulhento.”
Enquanto Momonga estava imerso em suas antigas memórias, uma criatura inumana falou em tom firme, totalmente impróprio à sua aparência. Para este som não natural, as duas pararam de brigar. Olhando para a origem do som, sem ter notado a sua chegada, elas viram uma figura com uma forma estranha e gélida. Era enorme, tinha 250 centímetros de altura e assemelhava-se a um inseto bípede, como se um demônio tivesse se fundido com um louva-a-deus e uma formiga.
Com uma longa cauda duas vezes a sua altura e cheia de pontas afiadas como sincelos de gelo, sua mandíbula era grande, parecia dar facilmente para encaixar uma mão entre ela.
Ambas as mãos seguravam uma Alabarda prateada, enquanto as duas mãos restantes seguravam uma maça que emitia uma aura negra e uma espada larga de aparência retorcida que não poderia ser embainhada.
Estava cercado por uma assustadora aura congelante. Seu exoesqueleto era de uma cor azul opaca e brilhava como pó de diamante. As protuberâncias que pareciam icebergs se projetavam de suas costas e ombros.
Era o Guardião do 5º Andar de Nazarick, “Regente do Rio Congelado” Cocytus.
Ele bateu com a extremidade inferior de sua Alabarda no chão e o entorno se congelou.
“Vocês. Estão. Diante. Do. Ser. Supremo, Mostrem. Respeito...”
“Esta baixinha está deliberadamente me provocando...”
“Só disse verdades—”
“Grhhh...”
Shalltear e Aura se olhavam com olhos penetrantes, já Mare estava em pânico com a situação.
Momonga finalmente voltou aos seus sentidos e deliberadamente usou uma voz empostada para advertir as duas:
“...Shalltear, Aura. Parem a discussão imediatamente.”
As duas estremeceram em choque, depois abaixaram as cabeças simultaneamente:
“Sinto muito!”
Momonga acenou ao aceitar suas desculpas e se virou:
“Você veio, Cocytus.”
“Recebendo. Suas. Ordens, Momonga-sama, É. Claro. Que. Eu. Compareceria. Imediatamente.”
A água presente no ar se congelava ao passar pelos pulmões de Cocytus, um jato de névoa branca e fria era ejetado de sua boca cada vez que respirava. Estava frio o suficiente para igualar inversamente as chamas do Primal Fire Elemental. Qualquer um que estivesse perto sofreria os efeitos da temperatura baixa, até mesmo queimaduras de gelo eram uma consequência. Mas Momonga não sentia nada. Todos aqui presentes eram resistentes a ataques de fogo, frio e ácido, ou tinham alguma maneira de lidar com eles.
“Ultimamente não tem havido nenhum intruso, é muito relaxante, não é mesmo?”
“Certamente.”
Sua mandíbula emitiu um som semelhante à intimidação de uma vespa, mas Momonga pensou que Cocytus estava sorrindo agora.
“Mesmo. Assim, Há. Coisas. Que. Eu. Preciso. Fazer, Portanto. Ainda. Não. Posso. Relaxar.”
“Oh? Há algo que você precisa fazer? Você poderia me dizer o que é?”
“Sim... Treinamento. Para. Ficar. Preparado. Para. Atacar. A. Qualquer. Momento.”
Embora sua aparência não mostrasse, Cocytus pertencia às classes Guerreiras. Sua personalidade e configurações foram projetados com a palavra “Guerreiro” em mente. Se os Guardiões fossem classificados através das habilidades com armas de ataque, poderia ser dito que Cocytus estaria em primeiro.
“Você fez tudo isso por mim? Você trabalhou arduamente e tem meus agradecimentos.”
“Apenas. Ouvir. Seus. Elogios. Fez. Valer. Meu. Treinamento— Oh, Demiurge. E. Albedo. Chegaram.”
Seguindo a visão de Cocytus para a entrada do Coliseu, pôde ser visto duas sombras se aproximando. Andando na frente estava Albedo, seguido por alguém que se parecia com um homem de negócios. Chegando à certa distância, Albedo sorriu e se curvou profundamente em direção a Momonga.
O homem também se curvou elegantemente:
“Eu fiz todos esperarem, eu sinto muito.”
Cerca de 180 centímetros de altura, com uma pele morena sugerindo exposição regular ao sol, um rosto parecendo parcialmente asiático e cabelo preto bem penteado. Por trás dos óculos redondos, suas pálpebras estavam tão apertadas que ocultavam seus olhos. Era duvidoso se estavam realmente abertos. Vestindo um terno britânico com uma gravata combinando. Ele dava a impressão de ser um empresário profissional ou um advogado qualificado. No entanto, sua aparência de cavalheiro era duramente pressionada para esconder seu ar maligno. Uma cauda embainhada em metal prateado se estendia atrás dele, em seu fim havia seis espigões afiados. Chamas negras bruxuleantes apareciam esporadicamente ao seu redor.
Este homem, o “Criador do Inferno Flamejante”, Demiurge, o Guardião do 7º Andar. Um NPC demônio que foi projetado para ser o Comandante de Defesa de Nazarick.
“Parece que todos estão aqui.”
“Momonga-sama, parece que existem dois que ainda não chegaram.”
Uma voz penetrante e fascinantemente profunda saiu.
As palavras de Demiurge tinham um efeito passivo ativado. Era chamado de 〔Domination Mantra〕 e transformava instantaneamente pessoas com corações vulneráveis em suas marionetes.
Mas essa habilidade especial não teve efeito sobre os seres presentes. Para ter um efeito, a outra parte deve ter um nível de 40 ou menos, de modo que para os ali presentes, no máximo, o único efeito era que sentiam sua voz com um tom muito reconfortante.
“Não há necessidade. A prioridade destes dois Guardiões é apenas para trabalhar sob certas circunstâncias. No momento, a situação não exige que eles estejam presentes.”
“Entendido, como desejar.”
“...Meus. Subordinados. Ainda. Não. Chegaram.”
Ouvindo estas palavras, Shalltear e Aura ficaram paralisadas instantaneamente e mesmo a expressão de Albedo mostrava um sorriso paralisado em seu rosto.
“...É apenas um Guardião de Área de um dos andares que eu... do qual estamos encarregados.”
“S-sim, verdade.”
Shalltear e Aura sorriram sem graça, enquanto Albedo assentiu vigorosamente de acordo.
“...Kyouhukou, sim. Na verdade, seria bom informar os diversos Guardiões de Área. Ordene a Guren e Grant a missão de informar aos Guardiões de Área. Vou deixar essa tarefa para os Guardiões de Andar.”
Na Grande Tumba de Nazarick, os Guardiões são divididos em dois tipos.
Os diante de Momonga são responsáveis por um ou vários andares, os Guardiões de Andar. Os outros são responsáveis pela guarda das arenas, áreas especiais em cada Andar. Em termos simples, os Guardiões de Área são administrados pelos Guardiões de Andar e são responsáveis por vigiar uma área particular. Já que havia muitos, a presença individual deles era irrelevante. Basicamente, ao mencionar os Guardiões dentro de Nazarick, normalmente se refere aos Guardiões de Andar.
Todos os Guardiões de Andar ouviram o comando de Momonga e depois de ver todos reunidos, Albedo iniciou as instruções:
“Atenção de todos, por favor, ofereçam sua lealdade ao Governante Supremo.”
Todos os Guardiões curvaram a cabeça sem que Momonga tivesse a oportunidade de interromper. Todos começaram a formar uma linha com Albedo na frente e os outros Guardiões lado a lado atrás dela. Cada Guardião mostrou uma expressão séria e respeitosa. Pode-se ver que a atmosfera era séria. Shalltear, que estava mais próxima, deu um passo à frente:
“Guardiã do Primeiro, Segundo e Terceiro Andar, Shalltear Bloodfallen, curvo-me a ti, Supremo.”
Ela genuflectiu, uma mão pressionada contra o peito e curvou-se profundamente. Depois disso, Cocytus deu um passo à frente e disse:
“Cocytus, Guardião. Do. Quinto. Andar, Curvo-me. A. Ti, Supremo.”
Assim como Shalltear, ele genuflectiu e curvou-se perante Momonga. Depois vieram os gêmeos Elfos negros:
“Guardiã do Sexto Andar, Aura Bella Fiora, curvo-me a ti, Supremo.”
“Guardião... Também Guardião do Sexto Andar... Mare Bello Fiore, cur-curvo-me a ti, Supremo.”
Assim como os outros, ambos genuflectiram oferecendo uma saudação respeitosa.
Shalltear, Cocytus, Aura e Mare tinham corpos com proporções diferentes, de modo que os passos que deram eram diferentes, mas estavam perfeitamente alinhados perante Momonga.
Em seguida, Demiurge graciosamente deu um passo:
“Guardião do Sétimo Andar, Demiurge, curvo-me a ti, Supremo.”
Com um tom calmo e postura elegante, Demiurge cordialmente se curvou. Finalmente, Albedo dá um passo adiante:
“Supervisora Guardiã, Albedo, curvo-me a ti, Supremo.”
Momonga sorriu para Albedo que está curvada como os outros Guardiões. No entanto, Albedo continuou o seu relatório com a cabeça para baixo e com uma voz límpida para Momonga:
“Exceto o Guardião do Quarto Andar, Gargantua, e o Guardião do Oitavo Andar, Victim, os Guardiões de cada Andar se curvaram perante ti... Como solicitado, Mestre. Atravessaremos fogo e gelo sem qualquer hesitação, se assim ordenar.”
Momonga não podia falar enquanto olhava para as seis cabeças abaixadas diante dele. Uma estranha pressão cobria toda a área, e talvez apenas Momonga pudesse suportar o ar doloroso e esmagador.
—Eu não sei o que fazer.
Ele nunca tinha visto nada assim antes em sua vida. Em sua confusão, Momonga acidentalmente ativou uma habilidade. Uma terrível aura se agitou sobre os arredores e um miasma sombrio de desespero se formou atrás dele.
Momonga não teve tempo de cancelar a habilidade enquanto freneticamente atormentava sua mente para recordar uma cena de filme ou televisão que lhe diria como responder adequadamente aqui.
“Levantem a cabeça.”
Todos ergueram a cabeça. A coordenação deles era tão imaculada que Momonga se perguntou se eles haviam praticado esse movimento juntos.
“Então... Primeiramente, agradeço a todos por terem vindo.”
“Não há necessidade de agradecimento. Somos todos seus subordinados fiéis, Momonga-sama. Para nós, o senhor é o nosso Governante Supremo.”
Nenhum dos Guardiões se opôs a sua declaração. Como esperado da Supervisora Guardiã. Momonga olhou para os Guardiões com um rosto severo e sentiu uma sensação de asfixia em sua garganta inexistente. Era o peso de ser um líder caindo sobre ele.
Além disso, qualquer ordem que ele desse agora afetaria seu relacionamento com eles no futuro. Ele não pôde deixar de hesitar enquanto contemplava as possibilidades. Ele levaria à Grande Tumba de Nazarick à destruição por causa de suas decisões — o mal-estar gerado por esse pensamento inundou seu coração e mente.
“...Momonga-sama, é natural que o senhor tenha dúvidas sobre nós. Afinal, nossas habilidades devem ser minúsculas perante as suas.”
Albedo deixou de sorrir e continuou com um tom respeitoso que continha uma força severa.
“No entanto, se der a ordem, nós — Os Guardiões, cumpriremos qualquer tarefa que nos seja imposta, não importando quão difícil ou árdua, com cada fibra de nosso ser. Nós juramos que nunca permitiremos que os Quarenta e Um Seres Supremos da Ainz Ooal Gown, nossos criadores, sejam desonrados por nossas ações.”
“Isso nós juramos!”
Seguindo a voz de Albedo, os outros Guardiões de Andar repetiram em uníssono. Suas vozes estavam cheias de energia, e essa lealdade e determinação inflexível não seriam diminuídas por qualquer número de inimigos. Era como se eles estivessem zombando das preocupações anteriores de Momonga de que os NPCs pudessem traí-lo.
A escuridão em seu coração desapareceu como a escuridão impotente com o nascer do sol. Momonga foi contemplado com a verdade vinda do fundo de seu coração. Quem diria que os NPCs projetados pelos membros da Ainz Ooal Gown eram possuidores de tal excelência.
O brilho dourado de suas memórias passadas ainda permanecia.
A personificação da dedicação e trabalho de todos, suas criações engenhosas, ainda estavam aqui. Isso o encheu de alegria.
Momonga sorriu, embora seu rosto esquelético não pudesse demonstrar nenhuma emoção. Os pontos de luz vermelha nas órbitas dos olhos pareciam brilhar excepcionalmente. Seu desconforto anterior já não existia, e ele simplesmente falou as palavras esperadas de um Chefe de Guilda:
“Excelente. Guardiões, eu sei que vocês entenderão meus objetivos e cumprirão meus comandos com sucesso. Podem haver algumas coisas que são difíceis de entender, mas espero que prestem atenção e ouçam bem. Acredito que a Grande Tumba de Nazarick de algum modo foi movida para algum tipo de lugar desconhecido.”
Os rostos dos Guardiões ainda eram sérios e não havia nenhum sinal de surpresa neles.
“Embora eu não saiba a causa deste incidente, Nazarick, que originalmente se situava em um pântano, foi transportada para uma planície gramada. Existe alguém que saiba alguma coisa sobre esse fenômeno?”
Albedo olha para os rostos dos Guardiões de Andar para ver seus rostos e responde abertamente:
“Lamentavelmente, nenhum de nós tem idéia do que está acontecendo.”
“Bem, eu tenho outra coisa a perguntar para os Guardiões de Andar. Alguma coisa estranha aconteceu em seu Andar?”
Depois de ouvir isso, os Guardiões de Andar responderam um após o outro:
“Não há anormalidades no Sétimo Andar.”
“O mesmo com o Sexto Andar.”
“E-exatamente como a Onee-chan diz.”
“A. Mesma. Coisa. Com. O. Quinto. Andar.”
“Nada de estranho foi visto desde o Primeiro ao Terceiro Andar.”
“—Momonga-sama, eu investigarei o Quarto e Oitavo Andar imediatamente.”
“Então deixarei esse assunto para a Albedo. No entanto, você deve ter cuidado no Oitavo Andar. Se ocorrer uma situação de emergência, pode surgir uma situação com a qual não possa lidar.”
Albedo inclinou a cabeça profundamente para indicar que entendia, e então Shalltear disse:
“Então, vou lidar com assuntos na superfície ~arinsu.”
“Não há necessidade. Sebas está atualmente em missão de reconhecimento na superfície.”
Enquanto a surpresa brilhou nos rostos dos outros Guardiões, Albedo não alterou sua expressão.
Na Grande Tumba de Nazarick, haviam quatro NPCs que eram expoentes do combate corpo a corpo. Cocytus tinha o poder de ataque mais forte e proficiência no uso de várias armas. Albedo tinha uma defesa inexpugnável quando totalmente equipada com sua armadura, enquanto Sebas se estivesse em sua verdadeira forma seria mais forte do que qualquer um deles em combate corpo a corpo. E havia ainda mais uma, que superava todos os três.
Não poderia haver outro motivo para a surpresa dos Guardiões. Sebas, que superava qualquer um aqui em combates corpo a corpo, tinha sido designado para a tarefa simples de reconhecimento. Eles poderiam dizer o quão seriamente Momonga estava lidando com essa ocorrência estranha, e todos estavam em guarda como resultado.
“Ele chegará a qualquer momento...”
Naquele momento, Momonga viu Sebas caminhando em direção a ele. Como todos os outros Guardiões, Sebas genuflectiu perante Momonga.
“Momonga-sama, peço desculpas pelo meu atraso.”
“Não tem problema, inicie seu relatório sobre o que viu nos arredores.”
Sebas levantou a cabeça e olhou para os Guardiões.
“...A situação é crítica, então obviamente os Guardiões de Andar precisam saber também.”
“Sim. Em primeiro lugar, estamos situados no centro em uma planície com um quilômetro de raio. Não há sinais de estruturas feitas pelo homem. Vi alguns pequenos animais, mas não havia humanoides ou grandes criaturas.”
“Esses pequenos animais, são monstros?”
“Não, eles parecem ser criaturas sem capacidade de combate.”
“...Entendo. Então, as planícies das quais mencionou estão cobertas por grama de cristais afiados de gelo, que cortaria quem passasse por eles?”
“Não, apenas grama normal. Nada de especial.”
“Você também não viu qualquer castelo celestial, ou estruturas similares?”
“Exatamente, não havia nenhuma. Não havia sinal de estruturas artificiais seja no céu ou na terra.”
“Entendo, apenas um céu simples... Bom trabalho, Sebas.”
Após elogiar Sebas por seus esforços, Momonga ficou um pouco desapontado porque não obteve nenhuma informação útil.
Mas ele já sentiu que estava gradualmente ciente de que ele não estava mais no mundo virtual de YGGDRASIL. Embora ele não conseguisse entender o porquê ele ainda podia usar o equipamento de YGGDRASIL, bem como o uso de magia normalmente.
Ele não sabia qual motivo os levaram a chegar aqui, mas seria sensato aumentar a segurança de Nazarick por precaução. Não há nenhuma maneira de saber se esta área já está sob controle de outra pessoa, se assim fosse, poderia haver reclamação. Não, ele teria sorte se fosse apenas isso.
“Guardiões, aumentem a segurança de cada andar em um nível. Não temos certeza do que aconteceu, portanto, não ajam de maneira imprudente. Se encontrarem um intruso, não o matem, mas capturem-no a todo custo. Quando o capturarem, façam o menor dano possível. Peço desculpas por impor essas exigências a todos vocês em um momento como este.”
Os Guardiões expressaram seu reconhecimento e assentiram como um.
“A seguir, gostaria de entender as operações administrativas de Nazarick. Albedo, como é a troca de informações de segurança entre os Guardiões de Andar?
Em YGGDRASIL, os Guardiões eram simples NPCs, e eles só podiam agir de acordo com sua programação. Não havia intercâmbio de informações entre os Guardiões.
“Cada Andar é administrado por seu respectivo Guardião de Andar, mas o Demiurge é o Comandante Geral de Defesa e todos podem compartilhar informações com ele.”
Momonga estava um pouco surpreso, mas depois assentiu com satisfação:
“Excelente. Comandante de Defesa de Nazarick, Demiurge. Supervisora Guardiã, Albedo. Vocês dois estarão encarregados de elaborar um sistema administrativo mais abrangente para Nazarick.”
“Entendido. Os planos para o sistema de gestão devem incluir o Oitavo, Nono e Décimo Andar?”
“O Oitavo Andar é gerenciado pelo Victim, então tudo ficará bem. Aliás, entrar no Oitavo andar está proibido no momento. Rescindindo a ordem que acabei de dar para a Albedo. Em resumo, a entrada no Oitavo Andar só será efetuada com a minha permissão. Irei desfazer o selo e permitir o acesso direto do Sétimo ao Nono Andar. Depois disso, faça o planejamento incluindo o Nono e o Décimo Andar.”
“Essa, essa é a sua vontade?”
Albedo pareceu bastante surpresa. Atrás dela, os olhos de Demiurge se arregalaram, revelando seus pensamentos sobre o assunto.
“Será permitido que os subalternos passem pelo domínio dos Seres Supremos? Eles devem receber tanta liberdade?”
Os subalternos mencionados não eram NPCs criados pelos integrantes da Ainz Ooal Gown, mas Spawner NPCs. O fato era que o 9º e o 10º Andar não tinham tais monstros, exceto raríssimas exceções.
Momonga sussurrou para si mesmo em voz baixa.
Albedo parecia considerar esse lugar como um santuário sagrado, mas esse não era o caso.
A razão pela qual não havia monstros no 9º Andar era simplesmente porque se qualquer intruso conseguisse superar os NPC defensores presentes no 8º Andar, os seres mais poderosos de Nazarick, então as chances de vitória da Ainz Ooal Gown seriam escassas. Assim, seria melhor desempenhar o papel de um vilão ao máximo, e encontrar os invasores no Salão do Trono para um confronto final.
“...Vai ficar tudo bem. É uma emergência, precisamos de mãos extras para segurança.”
“Entendido. Selecionarei apenas as melhores e mais poderosas tropas para este dever.”
Momonga assentiu, em seguida, colocou seu olhar sobre os gêmeos:
“Aura e Mare... Vocês podem esconder a Grande Tumba de Nazarick? Ilusões simples não parecem muito confiáveis e pensar no custo das ilusões me dá dor de cabeça.”
Aura e Mare se entreolharam e começaram a pensar. Depois de algum tempo Mare respondeu:
“U-usando magia é um pouco difícil. Se tivéssemos que esconder toda a superfície... Mas se pudéssemos cobrir as paredes com terra e depois adicionar plantas para camuflagem—”
“Está insinuando usar terra para sujar os esplendorosos muros de Nazarick?”
Albedo disse isso de costas para Mare. Embora sua voz fosse doce e aveludada, o tom que carregava era tudo menos isso.
Os ombros de Mare tremeram, e embora os Guardiões ao redor permanecessem em silêncio, suas atitudes sugeriam que eles compartilhavam a opinião de Albedo.
Em contraste, Momonga sentiu que Albedo estava sendo muito intrometida. A situação dificilmente era séria o suficiente para justificar tal reação.
“Albedo... não fale fora de sua vez. Estou conversando com o Mare.”
Sua voz foi tão profunda que surpreendeu o próprio Momonga.
“Ah, minhas mais profundas desculpas, Momonga-sama!”
A cabeça de Albedo estava tão baixa quanto possível, e seu rosto estava congelado de medo. Os Guardiões e Sebas também ficaram congelados. Talvez eles achassem que a bronca fôra dirigida a eles.
Uma pontada de remorso atingiu Momonga enquanto observava a mudança rápida na atitude dos Guardiões, mas ele continuou falando com Mare:
“Você pode realmente esconder tudo, cobrindo as paredes de terra?”
“Sim... sim eu posso, se me permitir, Momonga-sama... No entanto...”
“No entanto, um observador de longe pensaria que um monte de terra amontoado em uma planície não seria algo natural. Sebas, existem colinas próximas ou coisas assim?”
“Não. A área circundante é apenas uma vasta planície. Mas como ainda é noite, deveremos ser capazes de criar uma camuflagem antes do nascer do sol.”
“Entendo, se tudo o que pretendemos fazer é esconder os muros, a idéia do Mare será suficiente. Então, e se empilharmos a terra nos arredores para fazer colinas falsas como camuflagem?”
“Então isso deve torná-la não tão óbvia.”
“Muito bem. Designo Aura e Mare para executarem essa tarefa juntos. Ao fazer isso, pode extrair os suprimentos necessários de cada Andar. Já que não podemos camuflar a parte de cima, devemos usar ilusões depois de terminar o trabalho com as colinas, de modo que ninguém seja capaz de detectar Nazarick do lado de fora.”
“Si-sim. E-Entendido.”
Isso era tudo o que ele conseguia pensar no momento. Provavelmente havia muitos furos no plano, mas isso poderia ser resolvido lentamente, mais tarde. Afinal, eram apenas algumas horas desde que tudo isso aconteceu.
“Tudo bem, isso é tudo por hoje. Todos façam uma pausa antes de começar suas tarefas. Há muitas coisas que não sabemos, por isso não se esforcem demais.”
Os Guardiões assentiram em sincronia, demostrando que entenderam.
“Finalmente, tenho uma pergunta para os Guardiões. Para começar, Shalltear — Que tipo de pessoa sou eu para você?”
“A encarnação da beleza. É a pessoa mais bela do mundo. Até as joias empalidecem em comparação ao seu corpo branco como a neve.”
Shalltear sequer parou para pensar e respondeu de imediato. Pela falta de atraso em sua resposta, ela devia estar falando do coração.
“—Cocytus.”
“O. Mais. Poderoso. E. Mais. Forte. Do. Que. Qualquer. Guardião. E. Governante. Supremo. Da. Grande. Tumba. De. Nazarick.”
“—Aura.”
“Um líder misericordioso de grande visão.”
“—Mare.”
“Uma— uma pessoa muito gentil.”
“—Demiurge.”
“Um líder sábio que toma decisões e age sobre elas rapidamente. Verdadeiramente, um homem digno do título Inalcançável.”
“—Sebas.”
“O responsável por reunir todos os Seres Supremos. Além disso, o líder misericordioso que não nos abandonou, permaneceu ao nosso lado até o fim.”
“E por fim, Albedo.”
“O Ser que governa os Seres Supremos, e nosso mais grandioso e exaltado mestre. Além disso, o homem que eu amo profundamente.”
“...Entendo. Eu ouvi e compreendi suas opiniões. As responsabilidades que outrora foram realizadas pelos meus antigos companheiros, agora serão executadas por vocês. De agora em diante, executem-nas fielmente.”
Depois de ver os que Guardiões genuflectiram mais uma vez, Momonga se teleportou para longe.
O cenário diante de seus olhos mudou em um instante, do Coliseu para a câmara dos Golems de Lemegeton. Depois de olhar em volta para se certificar de que ninguém estava olhando, Momonga suspirou profundamente.
“Isso cansa...”
Embora seu corpo não estivesse cansado, o estresse ao seu coração parecia uma enorme carga sobre seus ombros.
“...Esses caras... por que eles pensam tão bem de mim?”
Eles estavam descrevendo alguém completamente diferente. Depois de ouvir os Guardiões se revezarem para compartilhar suas opiniões sobre ele. Momonga riu em negação. Mas pela expressão de seus rostos, não parecia que estavam brincando.
Em outras palavras, aqueles eram seus verdadeiros sentimentos.
No entanto, se ele não agisse de uma maneira que se encaixasse na imagem que tinham dele, isso poderia desapontá-los. Enquanto pensava sobre isso, a pressão sobre ele cresceu ainda mais. E além disso, havia outro problema, que fez Momonga franzir os músculos inexistentes de sua testa.
“...Como devo prosseguir com a Albedo... Se isso continuar, vou ter vergonha de encarar o Tabula Smaragdina-san.”

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