Overlord V02-08 (Viagem - Parte3)


O grupo partiu ao amanhecer, seguiram um caminho escondido nas planícies.

“Em breve estaremos no Vilarejo Carne.”

Os outros viajantes acenaram com a cabeça em resposta a Nfirea, a única pessoa que havia estado no Vilarejo Carne antes (exceto Ainz). Além disso, eles caminharam em silêncio. Nfirea pareceu um pouco desanimado com isso.

Um ar de estranheza pairava entre eles. Ainz, que foi a causa dessa situação, escondeu sua culpa debaixo de seu elmo.

Ninya continuou espiando Ainz, e isso o irritava. Mas no fim, foi tudo culpa dele, então não podia reclamar a respeito disso.

Esse era o resultado do que ele havia dito na noite passada.

Ninya pediu desculpas no café da manhã, por sua vez, Ainz deveria ter aceitado o pedido de desculpas no local, mas por algum motivo ele não conseguiu dizer uma coisa simples como “Eu te perdoo”.

Embora se sentisse um tanto mesquinho, Ainz não podia simplesmente deixar o passado no passado.

Por causa desse corpo undead, minha mente também mudou, huh...

Depois de se tornar undead, suas emoções fortes foram suprimidas, mas as menos intensas não desapareceram. A melhor prova disso foi o tempo que durou sua súbita raiva. Os amigos de Ainz ocupavam um lugar muito importante em seu coração. Embora se importasse profundamente com eles, Ainz começou a sentir que não seria bom deixar as coisas continuarem assim.

Ainda assim, não conseguiu dar o primeiro passo para mudar o clima.

Isso porque ele podia deduzir calmamente as pequenas mudanças em seus sentimentos, como as de uma criança petulante, assim sentia raiva de sua própria imaturidade.

A única que se destacou neste clima estranho foi Narberal. Ela aparentava estar muito feliz por não ser incomodada por Lukrut, estava tão feliz que praticamente cantarolava de felicidade.

O grupo avançou em silêncio e logo chegaram aos arredores do Vilarejo Carne.

“Agora sim! Parece bem amplo aqui, acho que não tem mais necessidade de ficarmos alinhados assim.” Anunciou Lukrut, aparentemente com algum outro motivo em mente.

Um olhar para os lados revelou trechos de floresta cor de esmeralda ao redor deles, então a menção deliberada de estar em amplo espaço parecia um tanto suspeita. Além disso, serem guarda-costas sugeria que não podiam baixar sua guarda em uma área aberta, então mover-se em uma coluna como faziam agora, era a escolha mais sábia.

Mas todos sabiam que seu avanço silencioso e enfileirado não se devia a um senso de cautela coletivo dos aventureiros.

“...É importante ficar alerta. Então vamos... hm. Vamos para o Vilarejo primeiro.”

“Isso aí! Precisamos ficar em guarda o tempo todo, nunca se sabe onde vai ter um inimigo!”

Lukrut mudou para uma expressão mais séria como se em resposta às declarações de Peter e Dyne.

“Talvez um Dragão possa nos atacar à distância.” Murmurou Ninya.

Lukrut imediatamente respondeu:

“Quão azarado a gente tem que ser pra encarar algo assim? Pensa bem, como isso aconteceria aqui, Ninya!?”

“Tem razão, é impossível. As histórias de Dragões perto de E-Rantel não passam de lendas. Embora eles digam que há muito tempo mesmo, havia um Dragão por essas bandas que poderia abalar os céus e a terra... mas nos tempos recentes, ninguém viu qualquer Dragão assim. Se bem que, eu acho que há um ninho de Frost Dragon vivendo ao longo da Cordilheira Azerlisiana, rumo ao norte...”

Eles existiram no passado? De acordo com à Escritura da Luz Solar, os Dragões são os seres mais poderosos deste mundo...

Em YGGDRASIL, os Dragões eram os inimigos mais fortes que se podia encontrar. Eles possuíam grande ataque físico e poder de defesa, resistência ilimitada e empunhavam numerosas habilidades e magias.

Eles estavam em uma classe própria.

Havia inúmeros monstros em YGGDRASIL. Entre eles, estavam todos os tipos de monstros nomeados e monstros de área, bem como os super-monstros chamados Inimigos Mundiais. Mesmo uma legião, composta por seis grupos de seis jogadores cada, não teria muita chance contra essas criaturas inimaginavelmente poderosas.

Além do “Devourer of the Nine Worlds”, havia os “Eight Dragons”, os “Lords of the Seven Deadly Sins” os “Ten Great Angels of the Tree of Life”, assim como os 6 chefões conhecidos como o “God of the Sixth Day” e os “Five Rainbow Buddhas”, do pacote de expansão “Valkyrie's Downfall”. Havia 32 monstros extraordinários no total, e era possível inferir o amor aos Dragões pelo time de desenvolvimento do número de entidades dracônicas entre eles.

Eu preciso ter cuidado se os Dragões existirem. Os Dragões poderiam viver para sempre de acordo com YGGDRASIL, então não seria uma surpresa encontrar Dragões com poderes incompreensíveis.

“Ah— alguém sabe qual o nome do Dragão que poderia quebrar o céu e sacudir a terra?”

Ainz não era insensível o suficiente para perguntar indiferentemente a alguém rivalizando com ele, então ele apenas falou em voz baixa. No entanto, isso foi alto o suficiente para todos ouvirem, e Ninya olhou para trás em resposta.

Parecia com um casal apaixonado que havia brigado e procurava uma chance de fazer as pazes.

Ainz lembrou-se de uma ocasião em que ouvira um casal de namorados conversando em uma cafeteria, e não pôde deixar de comparar suas palavras com a situação atual.

Dito isso, o semblante de Ninya parecia um pouco mais brilhante, já que foi Ainz quem deu o primeiro passo. Os Espadas das Trevas e Nfirea também ficaram felizes. Apenas Narberal permaneceu indiferente. Analisando a fundo, o constrangimento no clima esta manhã dificilmente a afetou.

“Eu não sei, sinto muito! Mas vou procurar saber e te falo quando voltarmos à cidade!”

Ah, não precisa ficar tão empolgado com isso... tudo bem se não sabe... eu só estava procurando algo para dizer...

Claro, ele não conseguiu dizer essas palavras.

“Mm, Ninya-san, pode mesmo me ajudar a descobrir quando tiver um tempo sobrando?”

“Claro que sim, Momon-san!”

A maneira como todos assentiram com satisfação exagerada fez Ainz se sentir um pouco envergonhado de si mesmo. Poderia ter sido diferente se a situação fosse ao contrário, mas Ainz estava cheio de arrependimento como o mais velho dentre todos.

“Beleza, só mais um pouco e estaremos no Vilarejo Carne...”

Essa foi a primeira coisa alegre que alguém havia dito desde a manhã de hoje, mas Nfirea — que estava sentado na carroça — se levantou quase imediatamente.

Todos olhavam para o vilarejo diante dos olhos deles. Era um vilarejo rústico na borda da floresta. Não havia nada estranho ou incomum nisso, então o silêncio de Nfirea era intrigante.

“O que há de errado, Nfirea-san? Algum problema?”

“Ah, nada, tudo bem. Só não me lembro de ver uma cerca forte como a que está à nossa frente...”

“Mesmo? Mas parece uma cerca comum. Pra falar a verdade, é até meio precária já que estão perto da floresta. Não é nada de mais um vilarejo num lugar desses ter uma cerca robusta para proteger contra monstros, não?”

“Hm — pode ser que sim... Mas o Vilarejo tem o Sábio Rei da Floresta, então nunca se deram o trabalho de fazer uma...”

Todos olhavam para o vilarejo. O vilarejo estava cercado por uma cerca até onde podiam ver, e a cerca foi feita de toras bem resistentes.

“Que estranho... será que aconteceu alguma coisa...?”

Ainz permaneceu em silêncio, mesmo depois de ouvir a pergunta desconfortável do rapaz. Anteriormente, ele tinha vindo aqui como o magic caster Ainz Ooal Gown, mas agora ele era o aventureiro Momon.

Ninya interrompeu, tinha uma expressão séria no rosto:

“Talvez eu esteja me preocupando demais... mas eu cresci em um vilarejo e ainda me lembro da vida lá, então há duas coisas que acho suspeitas. A primeira é que os campos ainda não foram cultivados, e a outra é que eles já colheram parte do trigo.”

Eles olharam na direção que Ninya apontava e, de fato, parte do trigo já havia sido recolhido.

“Realmente. Parece quê... será mesmo que aconteceu alguma coisa?”

Ainz se virou para o grupo, todos com rostos desconfortáveis e disse:

“...Senhores, vamos lidar com isso. Nabe, fique invisível e explore o vilarejo com magia de voo.”

Depois de reconhecer as instruções de Ainz, Narberal se tornou invisível com magia e desapareceu. Pouco depois, eles ouviram o som da magia de voo sendo incitada, e Narberal não deixou mais nenhuma pista atrás dela. Os viajantes esperaram na estrada, e depois de um tempo, Narberal reapareceu onde ela havia saído.

“...Os aldeões parecem estar se movendo normalmente no vilarejo, e eu não senti que estão sendo controlados ou ordenados. Os aldeões estão trabalhando nos campos do lado oposto a este.”

“...Huh, parece que eu estava apenas sendo paranoico.”

“Deve estar tudo bem. Então, vamos indo em frente?”

Peter olhou ansioso para Ainz e Nfirea, e ambos responderam afirmativamente.


A estrada se estreitava à medida que avançavam, então eles tiveram que se formar em uma fila enquanto se aproximavam da entrada do vilarejo.

Os campos de trigo em ambos os lados da estrada eram verdes como uma esmeralda brilhante, meneando suavemente ao vento. Os viajantes pareciam estar submersos em um lago de água verde.

“Hm?”

A carroça avançava com um ruído barulhento. Atrás dela, Lukrut fez um barulho de desconfiança e estudou atentamente os campos de trigo. Ainda não era hora da colheita, mas os caules tinham mais de 70 centímetros de altura e eram tão impenetráveis quanto as profundezas do oceano.

“O que há de errado?”

Nfirea perguntou de seu lugar na parte de trás.

“—Hm? Ah, nada, talvez eu esteja imaginando coisas...”

Lukrut inclinou a cabeça, perplexo, depois acelerou o passo, aproximando-se de Peter.

Ninya olhou na mesma direção e, em seguida, alargou os passos assim que se certificou de que não havia movimento suspeitos.

Os campos de trigo se estendiam pela estrada que levava ao vilarejo, como o mar engolindo a terra. Eles queriam cortar os talos para facilitar a caminhada, mas se fizessem isso, poderiam criar problemas desnecessários.

“Espero que os aldeões consigam colher tudo que plantaram. Ou vai ser um baita desperdício.”

Peter tomou a dianteira do grupo e por sua armadura se forçar contra as espigas, logo foi coberta de grãos de trigo. Sentindo que algo estava errado, Peter murmurou.

Este era um aviso nascido de seus instintos, que foram aperfeiçoados através de incontáveis encontros com a morte. Afinal, grãos ainda verdes cairiam tão facilmente?

Movido pelo instinto, ele olhou de volta para os campos de trigo e viu um par de olhos os encarando. Era uma criatura pequena, seu corpo ainda menor enquanto se agachava no trigo. Embora seu rosto estivesse obscurecido pelos talos de trigo, evidentemente não era de natureza humana.

“Quê!?”

O chocado Peter queria gritar uma advertência aos seus colegas, mas a criatura — um demi-humano — falou primeiro:

“Poderia largar suas armas, por favor?”

O diminuto demi-humano já estava com a espada em mão, e não importava o quão rápido Peter se movesse, seu oponente ainda poderia esfaqueá-lo primeiro.

“Você aí, abaixe suas armas também, por favor. Poderia dizer às pessoas atrás de você para fazerem o mesmo? Não queremos ter que acertá-los com flechas.”

Havia sons fracos de outra direção. Quando ele olhou para a fonte desses sons, descobriu que havia um buraco maravilhosamente camuflado nos campos de trigo, com metade de um demi-humano saindo dele. O demi-humano estava coberto de hastes de trigo como mais uma camuflagem.

Peter estava cheio de dúvidas. Parece que havia espaço para negociar com essas criaturas.

“...Poderia poupar nossas vidas?”

“Mas é claro. Basta se renderem, é claro.”

Peter ficou perplexo com o que fazer a seguir.

Ele tinha que ficar na frente e se certificar de que as flechas não atingissem Nfirea na carroça. Ele também precisava descobrir o número e a organização do inimigo.

Verificar os objetivos da oposição também era importante. No momento, ele não podia se render, mas também não podia negar inteiramente a proposição do inimigo.

Como se sentissem a indecisão de Peter, os dois demi-humanos ergueram-se das planícies com um farfalhar.

“—Goblins.”

Ninya respirou.

Os demi-humanos que estavam diante deles eram da mesma espécie que os Goblins de ontem. Eles tinham seus arcos erguidos e seus olhos estavam afiados enquanto miravam.

Eles deveriam lutar?

Ninya, Lukrut e Dyne se entreolharam, refletindo sobre a situação.

Os Goblins eram inferiores aos seres humanos em altura, peso, força muscular e outros parâmetros físicos. Eles eram difíceis de lidar no escuro porque possuíam visão noturna, mas sob a luz do dia, eles não eram adversários terríveis para os veteranos do Espadas das Trevas.

Além disso, eles tinham Ainz, que poderia cuidar deles facilmente assim como fez na demonstração do dia anterior.

Peter estava confiante de que poderiam passar por um ataque de pinça, contanto que seus oponentes fossem Goblins.

No entanto, havia uma razão pela qual Peter não pôde tomar essa decisão imediatamente.

Os seus instintos de aventureiro lhe disseram que esses Goblins eram diferentes dos que ele havia lutado ontem.

Simplificando, os Goblins à sua frente pareciam treinados e experientes. Além disso, eles estavam em boa forma física. Em contraste com os Goblins malnutridos e fracos de ontem, esses Goblins tinham músculos bem definidos por todo o corpo.

Ademais, os Goblins arqueiros tinham uma excelente postura de tiro. Se os Goblins de ontem eram crianças brincando com paus, esses Goblins eram guerreiros adeptos de usar seus arcos.

E por fim, suas armas eram bem-feitas e bem cuidadas, facilmente rivalizando com as armas dos Espadas das Trevas.

Assim como os humanos podem se tornar fortes através do treinamento, os monstros também. Demi-humanos como Goblins certamente poderiam fazer o mesmo.

Portanto, era bem possível que os Goblins, diante dos Espadas das Trevas, fossem mais fortes do que qualquer inimigo metafórico com quem haviam lutado.

Só então, uma voz cortou o vento soprando sobre os campos de trigo, e Lukrut olhou apressadamente para trás.

“...Hehe, você me viu, hein?”

Um Goblin tirou a cabeça dos campos e mostrou a língua para eles. Ele deve ter tentado se esgueirar para trás, mas suas habilidades furtivas não eram boas o suficiente para escapar dos sentidos de Lukrut, o ranger. No entanto, a situação dificilmente melhorou mesmo depois de descobrir o infiltrado dos Goblins.

Um olhar calmo ao redor deles revelou movimentos ao longo dos campos de trigo, como se algo estivesse escondido dentro deles. Esses movimentos estavam centrados na carroça e lentamente se aproximaram.

Eles estavam em uma situação muito ruim.

Os Espadas das Trevas não conseguiram pensar em nenhuma maneira de superar sua situação atual.

♦♦♦

Ainz levantou a mão para impedir Narberal de matar todos eles. Depois de examinar os Goblins, ele estava certo de seu palpite.

“Eles devem ser os Goblins convocados das Horns of the Goblin General.”

Se a garota que recebeu aquela trombeta estivesse controlando esses Goblins, ele teria que evitar antagonizá-los o tanto quanto possível. Se não fosse o caso, teriam que pensar em outra coisa. Mas no fim, não eram adversários para Ainz e Narberal, então tudo bem.

O Goblin olhou para Ainz, que estava firme como uma rocha, e disse:

“Ei, camarada da armadura completa, esperamos que não faça nenhum movimento repentino. Nós não queremos começar uma briga.”

Narberal se aprontou, mas Ainz a impediu de atacar. Com uma voz firme e cheia de cautela, ele disse:

“Relaxe. Se você não atacar, nós também não atacaremos.”

“Obrigado por cooperarem. Esses camaradinhas aqui são fortes, mas não metem medo. Mas você... aí é um assunto diferente, o mesmo vale para essa dama ao seu lado. Só de pensar em ser inimigo de vocês dois arrepia até os cabelos de onde pensava que não tinha.”

Ainz não respondeu, mas deu de ombros.

“Enfim, peço que esperem um pouco, a Ane-san chegará logo.”

“Quem é essa Ane-san que você está falando? Ela assumiu o Vilarejo Carne!?”

A agitação de Nfirea se refletiu na surpresa óbvia nos rostos dos Goblins.

“Nfirea, tenha calma. Deve ser bastante óbvio quem tem a vantagem aqui. Além disso, há mais algumas esquisitices sobre o Vilarejo com base nas palavras da Nabe-san. Espero que possamos evitar brigas, vamos entender a situação primeiro.”

Nfirea foi duramente pressionado para esconder sua ansiedade, apesar das palavras de Ninya.

O olhar de confrontação imediata em seu rosto tornou-se uma frustração mal contida. Ele cerrou os punhos com força e, em seguida, os abriu devagar.

Ainz ficou surpreso e confuso com a intensa reação do rapaz.

É verdade que eles viajaram juntos por pouco tempo, e ele não o conhecia muito bem. Mas Ainz não tinha idéia que Nfirea ficaria com ânimos tão exaltados por algo assim. Era possível que este vilarejo não fosse apenas um lugar simples para colher ervas, mas que tivesse outro significado para ele.

Ainz lançou um olhar duvidoso para Nfirea. Por outro lado, os Goblins pareciam ter sentido a raiva de Nfirea e se entreolharam confusos.

“Hm — Acho que ele tá estranhando o tanto que o vilarejo mudou...”

“Ei, o vilarejo da Ane-san foi atacado recentemente por uns sujeitos vestidos como cavaleiros do Império, estamos apenas de guarda.”

“O Vilarejo foi atacado...! Ela está bem!?”

Como se em resposta aos gritos de Nfirea, uma garota apareceu na entrada, era escoltada por mais Goblins. Ao ver a garota, os olhos de Nfirea se arregalaram e ele gritou o nome dela com toda a força:

“Enri!!”

A garota ouviu o grito e por sua vez o respondeu. Sua voz era gentil e cheia de bondade, como se estivesse se dirigindo a um amigo próximo.

“Nfirea!”

Neste momento, Ainz lembrou o que ele havia ouvido antes.

“Ah... parece que entendi errado a amizade dela com uma herborista da cidade, então era um homem no final das contas.”



Yokai POP
Yokai POP

Dividindo com o mundo as histórias que eu gosto.

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